Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Na pedra fria o amor em chama arde,

Dois vultos se entrelaçam na neblina,

No túmulo, o desejo se reparte,

E a carne exulta em febre clandestina.

 

Os lábios roçam cruzes ancestrais,

E o vinho escorre em beijos proibidos,

Na noite escura os gemidos mortais

Misturam-se a suspiros contidos.

 

Os anjos choram mármore e pecado,

Enquanto as mãos se buscam, delirantes,

No cemitério o corpo é celebrado.

 

E quando a lua espia, vigilante,

O gozo ergue-se em verso consagrado:

Prazer eterno em amantes errantes.

 

Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 09/09/2025
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