
No espelho turvo, a mente se desfaz,
Um vulto antigo habita a carne fria,
Risos ocultos ecoam na agonia,
Enquanto a sanidade cega jaz.
Nos corredores pálidos da paz,
Sussurra a voz que à loucura vicia,
E a alma, escrava da própria heresia,
Mata-se lenta, e nunca se desfaz.
Oh, débil ser que à sombra se confessa,
Crendo escapar da dor que o despedaça,
Sem ver que o mal é teu, cruel e imenso.
Perdido em si, a carne apodrece e cessa,
E a mente, enfim, sucumbe à vil carcaça,
Reinando o caos num trono mórbido e denso.