Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Cavalgando à noite
A lua sangrenta guia minha estrada,
Os ventos sussurram segredos de morte,
Na relva escura a sombra é selada,
Meu galope é da treva a única sorte.

As rédeas tilintam com riso infernal,
Os olhos em brasa iluminam o véu,
Sou fera noturna, desejo carnal,
Que arrasta mortais ao abismo do céu.

As veias palpitam em sede voraz,
O vento acaricia meu negro manto,
E o sangue vertido me serve de paz,

Na noite profana cavalgo o encanto.
Dois mundos se unem no beijo fatal:
O gozo do inferno em êxtase carnal.
Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 31/08/2025
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