A casa assombrada
No alto da colina ergue-se sombria,
a casa que respira em tom de lamento;
seu chão range em segredo e agonia,
seu ar é pesado qual puro tormento.
Nas janelas, olhos de vidro a espreitar,
nas paredes, ecos de vozes quebradas;
as portas se abrem sem nunca fechar,
como bocas famintas, sempre escancaradas.
Ali, cada sombra tem corpo e memória,
cada riso é fenda de dor mal contida;
os mortos escrevem nas tábuas a história.
E eu, sacerdotisa da noite calada,
danço entre espectros, senhora perdida,
rainha do medo: a casa assombrada.
Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 29/08/2025
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