Dançando nas sombras
No véu da penumbra deslizo em ardor,
meu corpo se entrega à música escura;
sou chama invertida, sou lâmina e flor,
meu passo desperta a febre e a loucura.
As sombras me guiam em valsa fatal,
sussurros se erguem de ossários dormentes;
cada giro é um pacto, um rito carnal,
um eco de sangue em lábios ardentes.
No ritmo oculto a treva me chama,
sou fúria e desejo em veste funérea;
na pele arrepia o sopro da chama.
E quando me sigo em transe profundo,
descubro que danço não só nesta esfera,
mas dentro das veias noturnas do mundo.
Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 28/08/2025
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