Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Dama da escuridão
Na escuridão da noite, onde o medo reside,
Uma alma penada em tormento se esconde.
Em forma de mulher, vestida de branco,
Com passos silenciosos, perambula em pranto.

Seus olhos vazios, sem vida e sem cor,
Refletem a dor de um amor traidor.
Seu véu esvoaçante, como um sudário,
Cobre o segredo de um passado sombrio.

Nas vielas desertas, onde a lua se esconde,
Sua voz gélida, como o vento, responde.
Sussurros que chiam, lamentos sem fim,
Contam a história de um destino ruim.

Cuidado com a dama, a cruel assombração...
Ela vive entre mistérios, na desolação...
Seu olhar nos leva para o abismo, sem perdão
Dama, dama, dama... da escuridão...

Aqueles que a ouvem, o terror sentem,
E veem sua face, pálida e decente.
Um sorriso macabro, congelado no tempo,
Marca a angústia de um eterno sofrimento.

A dama da noite, a assombração cruel,
Prende suas vítimas em um tormento fiel.
Os arrasta para a escuridão que há em mim,
Onde o horror se alastra e reina sem fim.

Seus gritos ecoam, na noite silente,
Um aviso macabro, pungente e eloquente.
Cuidado com a dama, a alma penada,
Que nas trevas reside, para sempre assombrada.

Cuidado com a dama, a cruel assombração...
Ela vive entre mistérios, na desolação...
Seu olhar nos leva para o abismo, sem perdão
Dama, dama, dama... da escuridão...

Lembre-se, ao ouvir seus lamentos,
Que a morte a acompanha, em passos lentos.
E se a vir em sua forma fantasmagórica,
Reze por sua alma, sofrida e melancólica.

Dama, dama, dama... da escuridão...
Luna Bela Morte
Enviado por Luna Bela Morte em 24/08/2025
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