Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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05/02/2026 08h17
Não leia à luz do dia: este livro foi escrito para a noite.

 

Demorou. E demorou muito. Deu muito trabalho. Um trabalho feito com dedicação e carinho.

Depois de atravessar madrugadas improdutivas, cafés frios, ideias que mordem e poemas que se recusaram a nascer comportados, meu novo livro finalmente existe no mundo. Não como produto fofinho. Como sim como objeto suspeito.

 

Chama-se “Poesia para ser lida no cemitério”, porque ler isso em lugar iluminado demais seria desperdício estético.

 

Este não é um livro que nasceu para agradar algoritmos ou prateleiras bem-comportadas. Ele nasceu da sombra. Cresceu no sonho. Aprendeu a falar baixo.

 

Cada poema aqui age como um convite indecoroso: olhar de frente aquilo que pulsa quando o mundo cala a boca e finge dormir. Não espere sustos baratos. O terror aqui não grita. Ele se aproxima devagar, senta ao seu lado e fica.

 

A beleza também não vem limpa. Ela vem perigosa.
Entre vinho tinto esquecido na taça, rosas vermelhas já cansadas de simbolismo e o luar que observa lápides sem pressa, a poesia se instala como um feitiço lento. Não é leitura para passar o tempo. É leitura para perder a noção dele.

 

Escrevi este livro para quem já entendeu que a escuridão não é ausência. É morada.
Para quem encontra descanso onde outros sentem medo.
Para quem sabe que cemitérios mentem menos do que gente viva em horário comercial.

 

Aqui, o macabro não afasta. Ele acolhe.
A morte não encerra. Ela conversa.
O silêncio não constrange. Ele explica.

 

Transformei o terror em linguagem íntima porque grito é coisa de quem não tem intimidade com a noite. Os poemas caminham entre o sonho e o sobrenatural, onde o silêncio é eloquente, a beleza é sombria e a noite tem voz própria. E ela fala bem.

 

Cada verso pede uma desaceleração forçada do mundo.
Sente-se.
Leia sob a lua, se puder.
Ou pelo menos finja que está longe do barulho.

 

Não há explicações fáceis aqui. Não há redenção obrigatória. Há travessia.
Alguns livros se leem. Este se atravessa.

 

Minha escrita é um véu mal costurado entre mundos, onde o amor funciona como feitiço e a morte aparece menos como fim e mais como convite à eternidade. Nada muito otimista. Nada mentiroso.

 

Se este texto despertou curiosidade, aviso com carinho ácido:
o livro já começou a te chamar.
Ignorar isso seria desperdiçar uma noite que poderia ter sido memorável.

 

Quem ousar entrar não volta incólume.
Vai carregar o eco da minha voz.
E, pior, vai perceber que a noite também sabe escrever.

 

O livro já está disponível pela Editora Uiclap.
O resto é escolha sua, mas a lua já deu a opinião dela.

👉 https://loja.uiclap.com/titulo/ua147258

Publicado por Luna Bela Morte
em 05/02/2026 às 08h17