Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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05/11/2025 19h47
Retorno das Cinzas e da Noite

Faz tempo que me perdi no silêncio.


O cansaço me consumiu como fogo lento; o trabalho drenou a alma, e os contos de Halloween sugaram de mim o que restava de luz. Passei semanas observando o breu pela janela, sem forças para transformar o vazio em versos. Mas as sombras sempre sabem o caminho de volta... e agora retorno, reconstruída em meio ao cemitério das palavras, pronta para despertar o que dormia.

 

Notei que alguns partiram.


Talvez se assustaram com o peso dos meus poemas, confundindo o eco da dor com a voz da autora. Pobre engano; a poesia nunca é o ser, é apenas o espelho trincado do instante. Cada verso sombrio nasce da inspiração, não da ferida. E, ainda assim, compreendo: nem todos suportam olhar o abismo sem cair dentro dele.

 

Por outro lado, os que ficaram… e os que chegaram do mundo noturno… são os que entendem a beleza no macabro, a ternura nas trevas. Eles me inspiram. São a chama fria que reacende minha pena.

 

Estou de volta.


Com poemas novos, ideias famintas e o mesmo fascínio pela escuridão que respira em mim.


Aguardem... logo virão palavras para ferir, curar e encantar sob o nome que sempre sussurra:


Luna Bela Morte.

Publicado por Luna Bela Morte
em 05/11/2025 às 19h47
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