Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Poesia para ser lida no cemitério
Data: 06/11/2026
Créditos:
Um soneto para quem descobriu que certas palavras respiram melhor entre lápides, onde ninguém precisa fingir que a morte não existe.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

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Meu verso pede o pó da sepultura,

Pois respira melhor no cemitério;

Cada palavra nasce da fissura

Que a carne chama, em vão, de seu mistério.

Ali, a dor dispensa compostura,

No mármore não há falso império;

A rosa morre em plena formosura,

E a morte ri de todo o critério.

Em cada epitáfio, há verdade,

Sem maquiagem, glória ou piedade:

Sob o verniz dos vivos, cresce a fome.

Por isso entrego ao mármore as dores,

E deixo à noite os íntimos horrores:

Só os mortos sabem meu nome.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 06/11/2026
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