
Meu verso pede o pó da sepultura,
Pois respira melhor no cemitério;
Cada palavra nasce da fissura
Que a carne chama, em vão, de seu mistério.
Ali, a dor dispensa compostura,
No mármore não há falso império;
A rosa morre em plena formosura,
E a morte ri de todo o critério.
Em cada epitáfio, há verdade,
Sem maquiagem, glória ou piedade:
Sob o verniz dos vivos, cresce a fome.
Por isso entrego ao mármore as dores,
E deixo à noite os íntimos horrores:
Só os mortos sabem meu nome.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: