Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Os Mortos da Cidade
Data: 04/11/2026
Créditos:
Um soneto para quem trocou tantas horas de vida por trabalho que um dia percebeu que já não descansava: apenas interrompia a própria morte até o próximo expediente.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

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A sirene desperta a cidade,

O ponto bate: começa o labor;

Cada hora me arranca outra idade,

E a pressa chama exaustão de valor.

Por trás do vidro, apodrece a verdade,

Nas telas, deixo sangue e suor;

Meu corpo esquece a própria vontade,

E o medo chama o salário de favor.

Meus domingos apodrecem adiados,

Meus desejos, em gavetas sepultados,

Enquanto o crachá mastiga a vida.

Volto à noite, cadáver no vagão,

E amanhã: de novo, produção.

A morte bate o ponto na saída.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 04/11/2026
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