Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato Links
Eu não voltei inteira do abismo
Data: 02/11/2026
Créditos:
Um soneto para quem voltou do abismo carregando cicatrizes que não pedem cura, apenas um novo nome para aquilo que restou.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

1840088.jpg

Voltei da noite com outro semblante,

Trazendo o frio preso ao coração;

Havia em mim um pulso dissonante,

E um resto de silêncio na visão.

Meu nome soou longe, vacilante,

Como se viesse de outra estação;

Toquei meu rosto, estranho e hesitante,

Mas não reconheci minha expressão.

Disseram: “Vai passar.” Mas a fissura

Criou em mim sua própria arquitetura,

E fez do meu retorno outro lugar.

Sou feita do que em mim restou quebrado,

E do que o medo deixou deformado:

Quem desceu não conseguiu regressar.


Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.

Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 02/11/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários