
Voltei da noite com outro semblante,
Trazendo o frio preso ao coração;
Havia em mim um pulso dissonante,
E um resto de silêncio na visão.
Meu nome soou longe, vacilante,
Como se viesse de outra estação;
Toquei meu rosto, estranho e hesitante,
Mas não reconheci minha expressão.
Disseram: “Vai passar.” Mas a fissura
Criou em mim sua própria arquitetura,
E fez do meu retorno outro lugar.
Sou feita do que em mim restou quebrado,
E do que o medo deixou deformado:
Quem desceu não conseguiu regressar.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: