
Te chamo e vens, translúcido, ardente,
Do teu sepulcro ao círculo do altar;
Teu rosto morto inclina-se, presente,
Como quem volta apenas por me amar.
Tracei teu nome em vinho incandescente,
E fiz teu coração morto pulsar;
Agora tua sombra, obediente,
Se curva quando eu mando aproximar.
Não há descanso em teu sono profundo,
Meu feitiço te arrancou deste mundo,
E eu governo tua última vontade.
Teu corpo em névoa cede ao meu desejo,
Teu coração sem vida implora um beijo:
És meu, depois da própria eternidade.
Este soneto é uma canção de introdução para um dos capítulos mais tensos do meu livro
"O Grimório de Nyxara" (Lançamento Nacional - 31 de outubro de 2026). E sim, existe uma trágica história de amor envolvida nesse mundo macabro e de trevas sobrenaturais!
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
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