
Não bato à tua porta: entro em segredo,
Deixo meu perfume no corredor;
Dobro teu lençol com o antigo medo
Que um dia confundiste com amor.
Às três, escrevo o nome em teu degredo,
No vidro que transpira meu rancor;
E cada madrugada muda o enredo:
Acordas com meu hálito em redor.
Não quero teu retorno nem clemência,
Meu espectro aprendeu tua ausência;
Teu quarto não será jamais meu fim.
Eu vinha te assombrar no esquecimento,
Mas fiz da tua falta um aposento:
O fantasma ficou dentro de mim.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: