Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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A última testemunha foi a lua
Data: 20/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem aprendeu que certas verdades sobrevivem ao crime, mesmo quando a única testemunha prefere iluminar o silêncio.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

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À meia-noite, a rua era secreta,

Só a lua insistia em me olhar;

Um lenço branco dormia na sarjeta,

E um passo se esqueceu de regressar.

Minha mão parecia tão quieta,

Que nem a chuva ousava me tocar;

Na esquina, uma sombra incompleta,

E a lua não quis nada declarar.

Perguntaram por ele ao meio-dia,

Neguei saber sequer se ainda existia,

Mas a verdade ficou quase desnuda.

Desde então, quando o vidro me revela,

Vejo outro rosto preso na janela:

A lua sabe. E continua muda.


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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 20/10/2026
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