Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Não há Céu para mulheres como eu
Data: 19/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem prefere perder o céu a conquistar uma salvação que exige perder a si mesma.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

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À meia-noite, fui condenada,

Por não pedir aos santos seu perdão;

Beijei a cruz, porém não ajoelhada,

E ouvi meu nome arder na oração.

Rasguei da pele a culpa ali marcada,

Fiz do desejo a minha insurreição;

Se a porta do paraíso é selada,

Prefiro a noite à falsa absolvição.

Não quero a paz que exige minha ferida,

Nem salvação que custe a própria vida;

Meu nome não se curva sob o véu.

Carrego a minha heresia sem temor,

E faço da recusa meu esplendor:

Se Deus me quer de joelhos, fico sem céu.


Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.

Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia:

aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 19/10/2026
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