
À meia-noite, fui condenada,
Por não pedir aos santos seu perdão;
Beijei a cruz, porém não ajoelhada,
E ouvi meu nome arder na oração.
Rasguei da pele a culpa ali marcada,
Fiz do desejo a minha insurreição;
Se a porta do paraíso é selada,
Prefiro a noite à falsa absolvição.
Não quero a paz que exige minha ferida,
Nem salvação que custe a própria vida;
Meu nome não se curva sob o véu.
Carrego a minha heresia sem temor,
E faço da recusa meu esplendor:
Se Deus me quer de joelhos, fico sem céu.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: