
A casa guarda a nossa despedida,
No corredor, teu perfume e o verão;
Na parede, uma mancha esquecida
Respira atrás da última demão.
A escada geme, antiga e carcomida,
Quando a noite se arrasta pelo chão;
Cada quarto conserva uma ferida
Que nós tentamos apagar à mão.
Abri o quarto, há anos já selado,
E achei nosso silêncio conservado,
Sentado à mesa, à espera de ninguém.
Na casa, o nosso fim ainda ardia,
E uma voz pelas vigas repetia:
Os fantasmas éramos nós também.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: