Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Há um abismo debaixo da minha cama
Data: 09/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem passou a vida procurando monstros sob a cama até descobrir que o abismo mais fundo sempre respirou por dentro.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

À meia-noite ouvi gemer o chão,

Debaixo, estalou a tábua escura;

Baixei a vela, trêmula na mão,

E o pó se abriu numa fina fissura.

Um hálito subiu pelo colchão,

O quarto se fechou como clausura;

Meu nome veio em lenta pulsação,

Falado pela boca da loucura.

Procurei com os dedos o segredo,

Mas só toquei a forma do meu medo,

Dormindo atrás dos olhos, sem um fim.

Deitei de novo, pálida e consciente,

E ouvi o chão abrir dentro da mente:

Não mora embaixo. Mora em mim.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 09/10/2026
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