Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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A Santa Padroeira dos Amores Mortos
Data: 06/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem transformou amores que já deveriam estar mortos em relíquias, preces e assombrações que ainda sabem beijar.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Guardo teus nomes sob o meu altar,

Cada promessa ainda é ferida;

Acendo incenso só para lembrar,

E beijo a cicatriz adormecida.

Trago os amores mortos para rezar,

Cada boca retorna, arrependida;

Nenhum cadáver sabe se afastar,

Quando minha saudade o convida.

Sou santa do desejo mais profano,

Dou bênção ao fantasma mais humano,

E unjo de vinho a última criatura.

No meu missal, teu corpo é meu desejo,

E toda extrema-unção termina em beijo:

Sou eu que apodreço na sepultura.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 06/10/2026
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