
Guardo teus nomes sob o meu altar,
Cada promessa ainda é ferida;
Acendo incenso só para lembrar,
E beijo a cicatriz adormecida.
Trago os amores mortos para rezar,
Cada boca retorna, arrependida;
Nenhum cadáver sabe se afastar,
Quando minha saudade o convida.
Sou santa do desejo mais profano,
Dou bênção ao fantasma mais humano,
E unjo de vinho a última criatura.
No meu missal, teu corpo é meu desejo,
E toda extrema-unção termina em beijo:
Sou eu que apodreço na sepultura.
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Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: