Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Elegia para uma cidade que não dorme
Data: 04/10/2026
Créditos:
Um soneto para quem descobriu que, numa cidade cheia de luzes e janelas acesas, a solidão também sabe vigiar.

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

As ruas amanhecem tão vazias,

Mas mil janelas seguem sempre acesas;

Sirenes cortam horas longas, frias,

E almas sem nome passam indefesas.

Nos prédios, vozes tornam-se sombrias,

Atrás dos vidros, solidões são presas;

Eu conto passos nas esquinas tardias,

Enquanto as sombras fingem sair ilesas.

Às três, meu passo ecoa no deserto,

Um vulto vem atrás, cada vez mais perto,

E tem meu rosto, feito solidão.

Corro; as vitrines bebem meu semblante,

Cada janela acende um vigilante:

Eu era a assombração.


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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 04/10/2026
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