
À meia-noite, quando a casa esfria,
Acendo uma vela junto ao chão;
E conto aos mortos o que eu não diria
Aos vivos, tão hábeis na traição.
Um nome antigo volta e me vigia,
No vidro embaciado pela mão;
E cada sombra, imóvel, me anuncia
Que alguém responde dentro do caixão.
Eles me escutam, pálidos, calados,
Sem corrigir meus crimes confessados,
Nem me prometer cura para o fim.
Por isso volto à noite, em penitência;
Os mortos nunca fingem inocência:
Os vivos é que morreram em mim.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: