
Deitei tua ausência sob a mão,
O quarto cheirava a álcool frio;
Cortei a saudade em precisão,
Buscando teu pulso no vazio.
Sob a pele da recordação,
Teu perfume voltou em desvario;
Um nervo gemeu no coração,
E a mesa tremeu num arrepio.
Então vi meu próprio peito aberto,
Na mesa, intacto e já deserto;
Teu nome jazia decomposto.
Costurei tua voz à consciência,
Mas algo respirou na ausência:
A ausência tinha o meu rosto.
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