Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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Meu cadáver ainda sonha
Data: 16/09/2026
Créditos:
Salve este soneto para reler quando a noite pesar... 🖤💀

Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Deitei meu corpo numa cama fria,

Pus flores de sal sobre o coração;

Mas sob meu peito alguma coisa ardia,

Como um fósforo oculto no caixão.

À meia-noite, a página vazia

Bebeu dos dedos minha confissão;

Meu morto, lembrando, ainda escrevia

Com tinta feita da própria escuridão.

O amor que eu julgava sepultado

Ergueu-se em mim, faminto e acordado,

E trouxe à boca o gosto da agonia.

Então vi meu reflexo, indiferente,

Sorrir no vidro, imóvel, consciente:

Meu cadáver sonhou que eu vivia.

 


 

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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 16/09/2026
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