Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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A mulher que enterrou o próprio nome
Data: 14/09/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Enterrei meu nome sob a roseira,

Meia-noite. A terra estava fria.

A pá tremia na mão derradeira,

O chão sabia o que eu fazia.

Depois ouvi, por baixo da poeira,

Uma voz chamou-me; eu respondia.

Uma raiz mordia a madeira,

O nome morto em mim renascia.

Vi meu peito no barro sepultado,

Meu rosto no espelho, condenado,

E ouvi meu riso vindo sob o chão.

A terra respirou, indiferente,

Meu nome caminhou à minha frente.

Quem foi enterrada fui eu, então.

 


 

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Enviado por Luna Bela Morte em 14/09/2026
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