
Enterrei meu nome sob a roseira,
Meia-noite. A terra estava fria.
A pá tremia na mão derradeira,
O chão sabia o que eu fazia.
Depois ouvi, por baixo da poeira,
Uma voz chamou-me; eu respondia.
Uma raiz mordia a madeira,
O nome morto em mim renascia.
Vi meu peito no barro sepultado,
Meu rosto no espelho, condenado,
E ouvi meu riso vindo sob o chão.
A terra respirou, indiferente,
Meu nome caminhou à minha frente.
Quem foi enterrada fui eu, então.
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