
Cada degrau parecia uma oração
feita por uma garganta apodrecida,
onde a madeira gemia sem razão.
Segui uma sombra até uma casa esquecida.
E havia marcas fundas pelo chão,
feitas por algo que jamais teve vida.
Como um segredo preso na escuridão,
o ar possuía uma presença adormecida.
No último quarto, a noite era mais densa.
Nenhuma sombra parecia tão imensa.
Eu o vi, um vulto alto, olhando para mim.
Seu rosto não possuía carne ou traço,
E quando ele sorriu, senti no espaço
que a treva em sua alma não tinha fim!
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: