
Na dobra oculta onde a lua se despoja,
arde a magia em rito que me chama;
sou filha eterna da penumbra que se aloja
no peito humano quando a luz se inflama.
A senda pulsa em sedução que foge e arroja,
mistério antigo que serpenteia a lama;
cada sussurro da noite, ao vento, enlaça e projeta
meu passo gótico à fronteira da chama.
Entre véus sombrios, escuto o mundo frio;
a escuridão me guia ao próprio desafio,
pois nela encontro a força que me acende.
Aceito a sina: sou da noite a escolhida;
no feitiço oculto que governa a minha vida,
minha liberdade é a lâmina que nunca se rende.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: