Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato Links
A Libido da Lua Maldita
Data: 15/06/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
__
Gostou?
Se alguns versos já te puxaram pra dentro, imagina um livro inteiro sussurrando no escuro.

Entre antes que a curiosidade vire obsessão: aprendizdastrevas.com
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

A poesia que mata floresce em minha libido,
Na lua cheia, eu tremo ante o fruto proibido;
A noite maldita me chama em tom contido,
E o pecado abre os braços como um anjo caído.

A poesia que mata... nasce do beijo ferido,
Quando o desejo me escreve em sangue escondido;
Cada suspiro se torna um salmo corrompido,
Cada flor que me toca apodrece em meu sentido.

A poesia que mata... bebe o rubro gemido,
De um coração que se entrega ao veneno querido;
Sou chama, sou culpa, sou altar demolido,
Sou carne rezando por tudo que é proibido.

A poesia que mata... tem um riso possuído,
Rasga a minha alma num incêndio incontido;
Corvos me cercam, meu nome é repetido,
Como se o inferno me houvesse escolhido.

A poesia que mata... faz do peito um estampido,
Não de pólvora, mas de amor enlouquecido;
Meu coração explode em lírio enegrecido,
E o céu cospe sangue sobre o chão partido.

A poesia que mata... é meu pacto assumido,
Meu pecado coroado, meu terror preferido;
Na noite maldita, com o corpo em ruído,
A poesia que mata floresce em minha libido!

Enviado por Luna Bela Morte em 15/06/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários