E sobre a colina, imóvel como heresia, a mulher que a própria noite esquece, erguia-se num altar de ossos e agonia; No alto do monte onde a névoa apodrece.
Na pele, a lua morta se desfazia como um véu que a podridão não envelhece. Tudo aquilo que um dia foi poesia, morreu no olhar em que tudo escurece.
Ao seu redor, centenas ajoelhados, com rostos consumidos pela espera, ofereciam sonhos mutilados.
— A Besta chama — disse ela, calma e fria. — Nossa carne é tua, eterna Carnificina — Os fiéis responderam, extasiados.