Caravela Espectral
Data: 22/05/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
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Se alguns versos já te puxaram pra dentro, imagina um livro inteiro sussurrando no escuro.
Este soneto pertence ao meu livro: "Poesia para ser lida no cemitério".
Entre antes que a curiosidade vire obsessão: aprendizdastrevas.com
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No véu do abismo, em noite desgrenhada, guio o timão do nada e da agonia, o vento uiva em voz desesperada, trazendo almas à minha companhia. Meu casco corta a treva envenenada, a lua sangra em fria melancolia, e o mar (prisão de espuma atormentada) sussurra preces de necromancia. O sino toca, o tempo se desfaz, Sou capitã dos mortos e sua paz, espelhos vivos da minha loucura. Em mim vejo mil rostos sem perdão, a caravela é feita de solidão, e o mar... meu templo, minha sepultura.
Enviado por Luna Bela Morte em 22/05/2026
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