
Na sombra ereta dos templos em ruína,
erguem-se mudos, severos guardiões,
de asas quebradas, porém ainda divinas,
vigiando o pranto em frias orações.
Olhos de pedra, imóveis, mas que fitam
as almas trêmulas no véu da noite;
em seu silêncio, segredos palpitam,
ecoando um presságio, fatal açoite.
Guardam no peito de granito escuro
a dor de séculos, a morte e o fado,
um juramento de vigília impuro.
E eu, que os contemplo em êxtase calado,
sei que no frio de seu abraço duro
arde o inferno em silêncio velado.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: