Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O primeiro uivo
Data: 25/04/2026
Créditos:
Autoria e Voz: Luna Bela morte.

Gostou? Tem mais no meu livro: "Poesia para ser lida no cemitério".

OBS.: Este post faz parte do meu novo projeto: "Uivos ao Luar". Em construção.
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Não era som, era um chamamento lento

rasgando a carne cega da razão.

Ouvi meu nome em lâmina de vento,

em noite em que Deus virou o rosto em vão.

Então o vi (sem forma, sem intento),

mas pleno, como antiga perdição.

Curvou-se ao peso escuro do momento.

Parei. E o mundo, em súbita negação.

Seus olhos eram poços de memória,

ali bebi o fel da própria história

onde a verdade apodrecida ardia.

-- Demoras - disse a voz que me invadia;

E ao toque, em mim, nasceu quem me devora e guia.

Respondi: -- Fui me perder... essa foi a glória.

Enviado por Luna Bela Morte em 25/04/2026
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