Soneto: "Fantasma do Patriarcado".
Autoria e Voz: Luna Bela Morte.
Observação: Todos esses poemas que estou publicando com ilustrações em branco e vermelho, fazem parte do meu novo livro: "Retrato Falado". Um projeto pessoal ainda sem data de publicação. Continuem me acompanhando para saber mais.
Enquanto isso - Meu livro mais recente: "Poesia para ser lida no cemitério", continua disponível para todo o Brasil.
É voz antiga moldando a opressão, um sussurro herdado em forma de açoite. Não tem um nome, mas me chama em vão; Não tem um rosto, mas me encara à noite.
Não é um homem só; é o mesmo mal; um espectro erguido em dominação, que veste norma e finge ser normal; que atravessa o tempo em tradição.
Habita gestos, leis e educação, dita em silêncio o tom da submissão, faz do passado um código presente.
E mesmo quando o corpo se liberta, há sempre uma sombra à porta aberta lembrando quem já fui, e quem me sente.