
Nos véus da noite a bruxa se ergue altiva,
tecendo luz no abismo que a provoca;
sua magia, em dança ardente e viva,
desperta o sonho onde o medo sufoca.
Com mãos de sombra acende a chama ousada
que rompe os grilhões da dúvida tardia;
cada feitiço é alma iluminada,
cada desejo é força que irradia.
No espelho arcano enxergo o meu valor,
a chama interna que ninguém controla,
o passo firme rumo ao próprio ardor.
Que o sortilégio em meu peito se desdobre:
a coragem nasce quando a noite explode
e a bruxa em mim desperta e nunca se dobra.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.