
Nas chamas onde o vício se disfarça,
reina meu corpo em fogo e tentação,
cada suspiro é lâmina que esgarça
o sagrado véu da redenção.
Demônios curvam-se; a carne os enlaça,
e o Inferno vibra em sua adoração;
sou sacerdotisa em rubra carapaça,
ofício e fé da perdição.
Doce é o pecado quando é escolhido,
pois nele arde o prazer proibido
do abismo que em fogo me deflora.
Uma chama de pecado flamejante
queimando o demônio que, mortificante,
geme o meu nome quando me devora.

Venham, almas curiosas...
As portas do meu domínio estão entreabertas, e a névoa já conhece o caminho.
Entrem em minha página; lá onde as histórias sussurram, o medo respira e a escuridão é bela.
Assinem com sangue o convite da noite.