Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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O Caldeirão de Lúcifer
Data: 05/11/2025
Créditos:
Texto e Voz: Luna Bela Morte.
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

 

Nas chamas densas range o ar profano,

O sangue ferve em cântico e ameaça.

Um coro antigo entoa um som arcano,

O céu se fecha em pranto cor de brasa.

 

Exalando o mal que em trevas se embasa,

O caldeirão; vermelho e sobre-humano,

Guarda o Rei do horror, que ali repousa.

Rasga o vapor, erguendo o corpo insano.

 

Do sangue brota o Rei da perdição,

Seu riso corta o véu da criação.

Satanás surge em forma e claridade.

 

E os bruxos, malignos e cruéis,

Bradam no êxtase infernal dos fiéis:

“Salve o Senhor da nossa liberdade!”

  


 

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aprendizdastrevas.com/sonetos

Enviado por Luna Bela Morte em 05/11/2025
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