
Nas chamas densas range o ar profano,
O sangue ferve em cântico e ameaça.
Um coro antigo entoa um som arcano,
O céu se fecha em pranto cor de brasa.
Exalando o mal que em trevas se embasa,
O caldeirão; vermelho e sobre-humano,
Guarda o Rei do horror, que ali repousa.
Rasga o vapor, erguendo o corpo insano.
Do sangue brota o Rei da perdição,
Seu riso corta o véu da criação.
Satanás surge em forma e claridade.
E os bruxos, malignos e cruéis,
Bradam no êxtase infernal dos fiéis:
“Salve o Senhor da nossa liberdade!”
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: