
Dormia em véus de pó, pedra e pecado,
Seu nome oculto em tumbas de silêncio,
Mas mãos humanas, presas no intento,
Rasgaram o selo antigo e consagrado.
Do ouro impuro ergueu-se o condenado,
Teu corpo seco, um templo do tormento;
E o ar tremeu, num gélido lamento,
Quando o véu do esquecimento foi quebrado.
Então caiu a praga sobre os vivos,
Olhos sangraram, corações cativos,
E o desespero fez-se devoção.
Pois quem tocou na carne do profano
Carrega agora o peso faraônico, insano,
De ser a próxima múmia da maldição.
Da mesma autora:

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