
Vestida em seda negra, à lua fria,
aguardo o vulto que das trevas vem,
meu pulso clama a sede que vicia,
meu corpo arde em febre e nada contém.
A brisa corta em lâmina sombria,
o vento uiva segredos de além,
meu lábio treme em mórbida poesia,
meu sangue é taça, oferenda e refém.
Nos corredores úmidos da noite,
sinto o ranger dos ossos da clausura,
e a sombra avança em majestoso açoite.
Ah, Drácula, senhor da desventura,
te espero, pronta, em lúgubre deleite,
pra ser eterna em tua sepultura.
Da mesma autora:

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