
Na noite eterna, a coruja me vigia,
Seus olhos guardam ritos não falados,
Rasgando o véu da carne em necromancia,
Revela os mortos vivos e selados.
No vento negro entoa a profecia,
Feitiço antigo em cantos entalhados,
Asas que riscam sombras na vigília,
Trazem segredos do além sussurrados.
Seu grito corta a lua em claridade,
E o mundo treme em sombra e devoção,
Ao ser que é guia além da humanidade.
No voo profundo invoco a iniciação:
Coruja, mestra da obscuridade,
Abre-me as portas da transmutação.
Da mesma autora:

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