
Vestida em véu de lua e de despedida,
eu caminho entre túmulos sob o luar;
sou a noiva que morreu na hora da partida,
esperando o riso do amor que não vai voltar.
Minha flor branca se tornou lamento,
o altar vazio testemunha minha dor;
lágrima eterna, sussurro de tormento,
eco de promessas rompidas pelo temor.
Vejo homens se perderem ao me encontrar,
não por medo, mas por saber que sou profecia;
fantasma de noiva que insiste em amar.
Nas sombras do cemitério sou poesia,
sofro, sou doce, sou eterna em penar;
amada, rejeitada; e imortal agonia.
Da mesma autora:

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