
A pele de neve já não traz pureza,
mas guarda cicatrizes da dor mundana;
a vida é um conto de mórbida frieza,
onde a maçã rubra é boca profana.
Do espelho estilhaça-se a natureza,
mostrando a rainha em forma insana;
no veneno pulsa a ardente certeza
de que até o amor sangra e se dana.
Morde-se o fruto; perfume letal,
escorre o sangue da alma partida,
um beijo amargo selando o final.
E na cidade, em sua noite caída,
Branca caminha num reino fatal,
sombra encantada, mas nunca esquecida.
Entre no portal dos Sonetos da Luna Bela Morte e percorra uma seleção de seus melhores sonetos já publicados. Ali, a poesia gótica encontra a noite, o mistério e a beleza sombria em versos que parecem sussurrados depois da meia-noite.
Atravesse e deixe-se conduzir pela voz de Luna, recitando a escuridão através de sua poesia: