Luna Bela Morte
Scriptura aeternitatis obscurae.
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A Poetisa e o Cálice Rubro
Data: 05/09/2025
Créditos:
Autoria: Luna Bela Morte
Voz: Luna Bela Morte
Software de edição: Audacity
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

A Poetisa e o Cálice Rubro

 

 

No alto galho a poetisa se reclina,
Com cálice em punho, rubro como o luar,
O vinho verte a dor que lhe domina,
Um brinde à noite e ao segredo do lugar.

 

No cemitério, o vento se inclina,
Sussurra rezas que não sabem calar,
Entre os ciprestes, a sombra germina,
Visitantes ousam as runas traçar.

 

Ela observa, cúmplice, em silêncio,
Entre feitiços, velas e mortalha,
Sorve do vinho o mistério imenso.

 

E a árvore, cúmplice da estranha mortal,
Guarda o poema nas folhas do tempo,
E o vinho arde como um rito final.

 

Enviado por Luna Bela Morte em 05/09/2025
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